
Nasceu na Fazenda do
Queimado, localizada na Ilha de São Francisco, Município de Macau -RN, a
07.07.1907, filho de Manoel de Melo Andrade Filho e d. Maria Rodrigues de Melo.
A terra em que cresceu, à margem direita do Rio Açu, o seu paraíso perdido: A
Várzea do Açu, para ele, é única, deslumbrante, incomparável (MELO, p.293).
Essa referência recorrente em outros autores: Sua infância transcorreu correndo
em cavalo de pau e carro de bois, pelos sítios vizinhos (AZEVEDO, p.12). Aos
doze anos mudou-se para a cidade de Macau, passando a estudar em escola
particular e a trabalhar no comércio. Transferiu-se para Currais Novos (1925),
empregando-se numa loja de tecidos e iniciando as atividades literárias com a
criação, ao lado de Ewerton Cortez, do jornal “O Porvir” (1926). Veio para
Natal (1928), diplomando - se contador na Escola Técnica de Comércio,
posteriormente vindo a lecionar neste estabelecimento. Foi Inspetor de Alunos
do Colégio Pedro II, servidor do Centro de Imprensa e da Sociedade de
Assistência Hospitalar e secretário do Hospital Miguel Couto (depois Hospital das
Clínicas e hoje Hospital Universitário Onofre Lopes, da UFRN). Elegeu-se
Vereador à Câmara Municipal do Natal (1948), mas não foi a1ém, nessa área:
Desencantando-se com a política, dedicou-se de corpo e alma às letras (id.,
13). Com referência as suas iniciativas nesta área, fundou os jornais “A
Palavra” (1930 -32) e “Renovação” (1932) e as revistas “Bando” (s.d.) e
“Nordeste” (1939-40), além de colaborar com os jornais “A República”, “A
Ordem”, “Diário de Natal”, “Tribuna do Norte” e “O Jornal”, e com as revistas
da Academia Norte-rio-grandense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico
do RN, do qual era sócio efetivo e foi vice-presidente. Também pertencia aos
quadros do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, da Sociedade Brasileira
de Folclore e da Academia Norte-rio-grandense de Letras, desta última exercendo
a presidência ao longo de 21 anos. Sua produção 1iterária inclui os seguintes
títulos: Várzea do Açu, Patriarcas e Carreiros, Cavalo de pau, Chico Caboclo e
outros poemas, Pesquisas sociológicas, Mons. Augusto Franklin, Terras de
Camundá(romance), Dicionário da Imprensa no Rio Grande do Norte (1909-1987) e
Memória do Livro Potiguar. Em terreno doado pelo Governo do Estado (V. PEDROZA,
Sylvio Piza, p. _), localizado na Rua Mipibu no centro de Natal, ergueu o
edifício da Academia de Letras com singular demonstração de espírito de
serviço: Embora ninguém na Academia acreditasse na sede própria, ele quase
sozinho construiu o edifício, imponente para a época e os fins a que se
destinava. Durante a construção foi arquiteto, mestre de obras, pedreiro,
pintor, carpinteiro e, sobretudo, cavador de verbas(MELO, pp. 294-295). Em
homenagem ao seu devotamento, aquele prédio recebeu o nome de “Casa Manoel
Rodrigues de Melo”. Manoel Rodrigues de Melo faleceu em Natal, a 29 de
fevereiro de 1996
FONTE
FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO
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